Integridade em pesquisa

Ao longo da história surgiram episódios isolados e questionamentos sobre a adequação de certas práticas e métodos utilizados na geração de conhecimentos. Com a sistematização de métodos e, principalmente, com a ampliação da experimentação em seres humanos e animais, foram sendo propostas medidas para estabelecer critérios mínimos de adequação. Códigos, como o de Nuremberg, e até mesmo normas, como as existentes na Alemanha desde 1901 e no Brasil desde 1988, foram estabelecidos nesse sentido, mas a maioria das vezes acabavam tendo apenas um impacto temporário. Infelizmente, desde o final do século 19 até a segunda metade do século 20, inúmeros são os exemplos de inadequações ocorridas em atividades científicas.

O desenvolvimento científico não pode ser dissociado de suas consequências e de seus aspectos éticos. Não há mais condições de permanecer com a antiga concepção de que a ciência é neutra, ela deve manter e buscar aprimorar a sua própria integridade. Van Rensselaer Potter, no início da década de 1970, propôs que o conhecimento científico deveria estar sempre associado aos valores humanos.

A integridade da pesquisa científica deve basear-se em valores, tidos como fundamentais pela comunidade científica internacional, tais como: honestidade, confiança, justiça, respeito e responsabilidade.

Fonte:Fraude e integridade na pesquisa
José Roberto Goldim

Biólogo, chefe do Serviço de Bioética do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA/UFRGS) e professor adjunto da Faculdade de Medicina da PUCRS

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