Abuso de Idosos

Devido à sua idade, à diminuição da sua capacidade física e de reação, os idosos são alvos fáceis para todo o tipo de abuso e de negligência, sendo que a maioria das vezes os responsáveis são os próprios familiares e cuidadores próximos ou então os funcionários dos hospitais ou lares onde os idosos podem estar internados.

Os tipos mais comuns de abuso ao idoso incluem abuso físico e psicológico, negligência e abuso financeiro. O abuso físico é o uso da força, resultando em danos físicos através de ações que inclui golpear, empurrar, sacudir, bater, restringir, bem como a alimentação forçada ou inadequada. O abuso psicológico é o uso de palavras, atos ou outros meios para causar estresse emocional ou angústia. E também inclui infantilização (uma forma paternalista de preconceito de idade em que o autor trata o idoso como uma criança), o que incentiva o idoso a tornar-se dependente do agressor. A negligência é a falta de alimentos, remédios, cuidados pessoais ou outras necessidades. E o abuso financeiro é a exploração ou desatenção aos bens ou fundos do indivíduo.

É difícil detectar o abuso, pois muitos sinais são sutis e muitas vezes a vítima é relutante ou incapaz de discutir sobre o abuso. As vítimas podem esconder o abuso por vergonha, medo de represália ou desejo de proteger o agressor. Às vezes, quando as vítimas de abuso procuram ajuda, encontram respostas preconceituosas à sua idade por parte dos profissionais de saúde, que podem, por exemplo, rejeitar as reclamações de abuso como um diagnóstico de confusão, paranoia ou demência.

É comum que idosos submetidos a constantes situações de violência no lar apresentem diminuição gradual de suas defesas físicas e psíquicas, resultando em aumento de problemas de saúde como doenças psicossomáticas, transtornos depressivos e fuga da realidade. Algumas vítimas reagem à situação abusiva com condutas autodestrutivas (autonegligência), normalmente associadas a quadros depressivos e a transtornos pós-traumáticos, que podem culminar em tentativas de suicídio (GODIM; COSTA, 2006).

A responsabilidade dos profissionais de saúde é, portanto, significativa, uma vez que são eles que mantêm contato com as vítimas nas unidades de saúde, nas residências ou ainda nas equipes de saúde da família, facilitando a realização de exames físicos e observação dos sinais de maus tratos.

Post: Flávio Duarte – UFMG

 

 

Advertisements

Leave a Reply

Please log in using one of these methods to post your comment:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s