Abuse

Uma vítima de abuso seja ela uma criança, mulher, idoso, deficiente físico e independente do tipo de abuso, é uma pessoa que se encontra em uma situação de extrema vulnerabilidade e fragilidade, principalmente emocional. Sendo assim, é muito importante que o profissional esteja preparado para lidar com a situação da melhor maneira possível, de forma a minimizar o sofrimento do outro.

A fisioterapia é uma profissão em que se cria uma relação paciente-profissional mais intensa, devido a diversos fatores, como o contato físico direto, a maior quantidade de consultas na semana e no mês, ou seja, a frequência em que se convive com a pessoa. Por isso, o fisioterapeuta exerce um papel muito importante nesses casos, pois devido a esses fatores, é muito provável que será a pessoa que descobrirá que o paciente sofre abuso.

Diante desses fatos, o fisioterapeuta deve saber como proceder em tais situações, quais órgãos públicos que deverão ser acionados e principalmente, a forma de abordar o assunto com o paciente. É importante lembrar que a pessoa que sofre abuso está emocionalmente fragilizada e que qualquer palavra dita no momento errado, mesmo que sem intenção, pode trazer grandes consequências para a situação.

De acordo com D’Oliveira & Schraiber (1999), os profissionais tendem a compreender a violência doméstica como problemática que diz respeito à esfera da Segurança Pública e à Justiça, e não à assistência médica. Essa realidade tem que ser mudada. É importante que na graduação essa temática seja mais valorizada, e que o estudante seja preparado para lidar com essas situações na sua vida profissional.

Além da questão ética, existem também leis que responsabilizam os profissionais a notificarem casos de abusos. 

No Brasil, o artigo 66 do Decreto-lei 3.688 de 1941 reconhece como contravenção penal, a omissão do profissional de saúde que não comunicar crime do qual tenha tomado conhecimento por meio do seu trabalho. O não cumprimento acarreta pena pecuniária. Também existem os Estatutos da Criança e do Adolescente (ECA), o Estatuto do Idoso e a lei sobre a notificação compulsória da violência contra a mulher (lei promulgada em 2011 que afirma que os profissionais de saúde e de estabelecimentos públicos de ensino são obrigados a notificar as secretarias municipais ou estaduais de Saúde sobre qualquer caso de violência doméstica ou sexual que atenderem ou identificarem). 

SALIBA, O; GARBIN,C; GARBIN, A; DOSSI, A. Responsabilidade do profissional de saúde sobre a notificação de casos de violência doméstica. Rev. Saúde Pública 2007;41(3):472-7. Disponível em:<http://www.revistas.usp.br/rsp/article/view/32253/34386>. Acesso em: 29 de abril de 2017.

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