Abuse

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Infelizmente, em pleno século XXI, ainda encontramos as mais diversas formas de abuso sofridas pela população mais frágil, como idosos, mulheres, deficientes físicos e mentais, e crianças. No Brasil existem inúmeras tentativas de mudança dessa realidade através da criação do Estatuto da Criança e do Adolescente, em 13 de julho de 1990 , do Estatuto do Idoso, em 1 de outubro de 2003,da criação do Estatuto da Pessoa com Deficiência, em 2008/2009, e da criação da Delegacia de Defesa da Mulher, em 1985. Porém, mesmo com todos os esforços, ainda é possível presenciar ou ouvir relatos de abuso em nossa sociedade.

Muitas são as marcas deixadas pelo abuso, não só físicas como emocionais, sendo que as cenas de abuso podem ter sua origem dentro ou fora do lar. A partir disso, surge ampla indignação: um local que era pra ser aconchegante cheio de amor e união, muitas vezes é cercado pelo medo, pelo abuso de poder, pela crueldade, e é a partir disso que o profissional da saúde consegue perceber a presença de marcas emocionais deixadas pelo abuso, pois muitas vezes o frágil busca carinho fora de sua casa, mostrando forte relação de dependência emocional.

De acordo com Saliba, Garbin e Dossi “O despreparo do profissional em lidar com as vítimas que recorrem ao seu serviço se deve possivelmente ao desconhecimento acerca de como proceder frente a esses casos”. Muitas vezes o despreparo condiz com o medo de efetuar a denúncia e violar o Código de Ética no que diz respeito ao sigilo profissional (artigo 7° inciso II traz que é dever do profissional de Fisioterapia “respeitar a vida humana desde a concepção até a morte, jamais cooperando em ato em que voluntariamente se atente contra ela, ou que coloque em risco a integridade física ou psíquica do ser humano”.), ou até mesmo, medo do próprio agressor.

O fisioterapeuta muitas vezes irá se deparar com marcas de abuso, tanto físicas como emocionais, e é de extrema importância que reporte tais abusos a seus superiores, além de promover aconselhamento para que a vítima procure ajuda tanto jurídica quanto psicológica. Além disso, a notificação é importante para que se aumentem as divulgações dos casos de abuso e para que as pessoas tenham conhecimento da importância da denúncia.

Talvez, muitos de nós já passamos por casos de abuso e, no fundo, sabemos como é dolorido a marca que fica na alma.

 

Referências:

DE ALMEIDA, André Henrique do Vale; DA SILVA, Mona Lisa Cordeiro Asselta; MUSSE, Jamilly de Oliveira; MARQUES, Jeidson Antônio Morais. A responsabilidade dos profissionais de saúde na notificação dos casos de violência contra crianças e adolescentes de acordo com seus códigos de ética. Disponível em: <http://revodonto.bvsalud.org/pdf/aodo/v48n2/a08v48n2.pdf&gt;. Acesso em 28 de abril de 2017.

SALIBA, Orlando; GARBIN, Cléa Adas Saliba; GARBIN, Artênio José Isper; DOSSI, Ana Paula. Responsabilidade do profissional de saúde sobre a notificação de casos de violência doméstica. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102007000300021&gt;. Acesso em 28 de abril de 2017.

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