Vida e Morte significativas

A morte é talvez, o único acontecimento certo e comum à todos, desde que nascemos o fim é certo. Morremos diariamente e à todo instante, à cada piscar de olhos só a morte nos faz parar de morrer.  No entanto, este assunto é pouco discutido, além de ser tratado com muito receio pela maioria das pessoas que, não sabem lidar com a morte e a veem como algo que amedronta e faz mal. Desse modo, a sua aceitação fica comprometida.

Há algum tempo atrás, no Brasil, a morte era mais discutida e tratada como algo menos sombrio e mais natural, um exemplo disso eram  os velórios que aconteciam em casa, no qual reunia-se a família (inclusive as crianças) e amigos do indivíduo que havia falecido para velar “o corpo”. Já hoje a coisa se inverteu e as mortes acontecem principalmente nos hospitais, distanciando as famílias do sujeito e fazendo com que esta aconteça cada vez mais de maneira solitária.

Tendo em vista a morte, podemos distinguir várias situações distintas para o processo; Suicídio, eutanásia, morte natural, morte precoce, aborto, entre outras. Por ferir os direitos humanos alguns desses meios de morte são muito discutidos e bastante questionáveis. Nesse meio algumas pessoas defendem o direito de se tirar a vida conscientemente para evitar um “mal maior”, já outras, muitas vezes guiadas pela religião  contestam essa ideia porque a vida apresenta-se como algo divino.

No meio médico, ao referir-se à morte usa-se o termo óbito que vem para amenizar o significado que a palavra traz consigo. Embora isto seja algo “comum” e cotidiano, mesmo os profissionais da saúde ainda sim não conseguem enxergar e lidar com a morte de forma natural. Além disso, a morte pra esses profissionais é vista como o fracasso, ou seja, o limite do seu fazer. Desse modo, apesar de fazer-se necessário o distanciamento na relação desse profissional com o paciente (nesse caso, o terminal) é importante que haja uma relação humana e humilde.  Assim, é possível então entender o porquê de existir os cuidados paliativos.  Apesar da morte ser algo natural é preciso que o paciente tenha um cuidado digno durante o tempo que lhe resta, ou seja, um cuidado que vise o seu bem estar.

JÚNIOR, Fernando J. G. S.; et all. Processo de morte e morrer: evidências da literatura científica de Enfermagem. Rev Bras Enferm, Brasília 2011 nov-dez; 64(6): 1122-6.

http://www.scielo.br/pdf/reben/v64n6/v64n6a20.pdf

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