Meaningful life and death – Doença Terminal

O paciente é denominado terminal quando se esgotam as possibilidades de reversão das condições de saúde do paciente e a possibilidade de morte parece inevitável e previsível. O paciente se torna “irrecuperável” e caminha para a morte, sem que se consiga reverter este caminhar.

Segundo Kübler-Ross (2005), esses pacientes passam por diferentes estágios ao tomarem conhecimento da fase terminal de sua doença. Muitos reagem, inicialmente, com negação. Este é visto como um mecanismo de defesa contra a ansiedade frente ao confronto com a situação. Outra forma de reação são os sentimentos de raiva, revolta, inveja e ressentimento. A barganha, outro dos estágios comuns nos pacientes sem perspectiva de cura, se traduz pela tentativa do paciente fazer algum tipo de acordo interno, com o propósito de adiar o desfecho inevitável. E a aceitação é o estágio atingido por aqueles pacientes que tiveram tempo necessário (que não tiveram morte súbita ou inesperada), e/ou tiveram recebido alguma ajuda durante esse processo.

Para a equipe de saúde estabelece-se uma nova perspectiva de trabalho, multidisciplinar, que costuma se chamar cuidados paliativos, embora a preocupação com o alívio e conforto deva estar presente em todos os momentos do tratamento.

Os Cuidados Paliativos são medidas que aumentam a qualidade de vida de pacientes e seus familiares que enfrentam uma doença terminal, através da prevenção e alívio do sofrimento por meio de identificação precoce, avaliação correta e tratamento de dor e outros problemas físicos, psicossociais e espirituais.

A reabilitação é parte integrante dos Cuidados Paliativos porque muitos pacientes terminais são restringidos desnecessariamente até mesmo pelos familiares, quando na verdade são capazes de realizar atividades e manter sua independência. A reinserção do paciente em suas atividades de vida diária restaura o senso de dignidade e autoestima. A fisioterapia contribui efetivamente na retomada de atividades da vida diária destes pacientes, direcionando-os a novos objetivos.

As principais intervenções fisioterapêuticas analisadas para os pacientes sem possibilidade de cura são os métodos analgésicos, as intervenções nos sintomas psico-físicos como depressão e estresse, a atuação nas complicações osteomioarticulares, os recursos para a melhora da fadiga, as técnicas para melhoria da função pulmonar, o atendimento aos pacientes neurológicos e as particularidades do tratamento pediátrico.

Post: Flávio Duarte – UFMG

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