Meaningful life and death

Conflitos relacionados à vida e morte estão presentes na área da saúde com uma alta frequência. Nesse contexto, a fisioterapia vem conquistando seu espaço cada vez mais, desenvolvendo um papel importante nos cuidados aos pacientes terminais, sem possibilidades terapêuticas de cura.

Surge, aqui, o conceito de cuidados paliativos na fisioterapia. Esses são definidos como uma “abordagem que visa melhorar a qualidade de vida dos pacientes que enfrentam problemas decorrentes de uma doença incurável com prognóstico limitado, e/ou doença grave (que ameaça a vida), e suas famílias, através da prevenção e alívio do sofrimento, com recurso à identificação precoce, avaliação adequada e tratamento rigoroso dos problemas não só físicos, como a dor, mas também dos psicossociais e espirituais”. Essa torna-se uma abordagem importante no atual contexto brasileiro, que mostra um envelhecimento da população e, com isso, uma maior prevalência de doenças crônicas que podem necessitar desses cuidados.

O fisioterapeuta tem um papel fundamental no controle da dor desses pacientes, podendo utilizar métodos e recursos não invasivos exclusivos de sua profissão, que são imensamente úteis no controle da dor, fazendo com que sua atuação colabore com o tratamento multiprofissional, necessário para o atendimento desses pacientes. A fisioterapia, portanto, complementa todo o tratamento paliativo, desempenhando um papel fundamental na medida em que promove o controle da sintomatologia, maximiza as capacidades funcionais remanescentes, promove educação e orientação aos cuidadores e mantém a autonomia dos pacientes.

Uma das características mais marcantes dos pacientes paliativos é a diminuição da funcionalidade relacionada com a progressão da doença. Existe uma diminuição progressiva da capacidade funcional, bem como um aumento da dor, nos últimos seis meses de vida. É necessário, então, manter um sistema de suporte que ajude o paciente a viver o mais ativamente possível, e a reinserção desse nas atividades da vida diária restabelece o senso de dignidade e autoestima. E essa é uma função muito bem executada por fisioterapeutas.

Essa abordagem iniciou-se com pacientes oncológicos, mas hoje já é observada em condições neuromusculares, cardiorrespiratórias, infecciosas, imunodepressoras e pediátricas. Com o avanço da atividade do fisioterapeuta nessa área, vem uma crescente necessidade de uma formação específica nela. O fisioterapeuta, enquanto especialista no movimento e funcionalidade, ganha cada vez mais importância na intervenção multidisciplinar desses pacientes e essa deve ser uma área considerada para atuação após a graduação.

“A ideia-chave deste tipo de cuidados baseia-se, na afirmação da vida e encara a morte como um processo normal. Não se apressa, nem se adia a morte, mas procura-se aliviar a dor e outros sintomas”

Fontes:

Alyne M. S. Andrade. Morte e Morrer na Visão do Fisioterapeuta. Disponível em: http://www.ceafi.com.br/publicacoes/download/ae8ee9f7fcd490b1e227dd7f04ba9910c.

Mariana Girão e Sandra Alves. Fisioterapia nos cuidados paliativos. Disponível em: http://oaji.net/articles/2014/746-1397055175.pdf.

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