Meaningful life and death

A morte é uma experiência humana universal. A vida e a morte podem ser vistas de acordo com várias perspectivas, incluindo perspectivas filosóficas e religiosas. Cada indivíduo apresenta uma perspectiva pautada em sua crença, sua religião, seus costumes, ou seja, a ideia de vida e morte é influenciada pelo meio no qual o indivíduo está inserido.

Talvez a questão mais intrigante fosse a respeito da vida propriamente dita e não da morte. O que seria ter uma vida significativa? Ter bens, casar, construir família, ter um bom emprego… Talvez uma vida significativa seja simplesmente encontrar a paz e a felicidade em algo que te faz bem. Muitas pessoas passam a vida temendo a morte, como se esse fosse o único grande acontecimento da vida.

A morte é realmente uma das fases mais marcantes, tanto para a vida que se finda quanto para os parentes e amigos que terão de conviver sem a presença do indivíduo. Como fala Edgar Morin, “é nas suas atitudes e crenças perante a morte que o homem exprime o que a vida tem de mais fundamental”.

De acordo com Mangini, “o processo de formação dos cursos da área da saúde tende a imprimir uma visão impessoal e puramente biológica a questão da morte.” Dessa forma é possível notar o despreparo dos profissionais da saúde em lidar com a morte. Na graduação aprendemos métodos e técnicas que ofereçam maior conforto ao paciente e que prolongam a vida, mas, com o maior contato do fisioterapeuta com o paciente uma vez que alguns pacientes são acompanhados por anos, dificilmente agimos imparcialmente com a morte ao perder uma paciente.

A morte não deve ser tratada com heroísmo e nem com futilidade, mas precisa ser um tema debatido para que tenhamos preparo em enfrentar tais situações.  Essa tentativa de evitar discutir a respeito da morte reflete nosso completo medo em encarar essa realidade, como uma tentativa de fugir desse acontecimento, dessa realidade que será vivenciada por todos nós.

Em minha família, por exemplo, o tema morte nunca é discutido, acho que meus pais temem esse tema devido a idade e condições de saúde dos meus avós, logo, sei que terei dificuldades em enfrentar esses acontecimento quando estiver exercendo minha profissão.

 

MANGINI, Alyne M. S. Andrade; GARDENGHI, Giuliano. Morte e Morrer na Visão do Fisioterapeuta. Disponível em: < http://www.ceafi.com.br/publicacoes/download/ae8ee9f7fcd490b1e227dd7f04ba9910c>. Acesso em 20 de abril de 17.

SANTOS, Franklin Santana. Perspectivas Histórico-Culturais da Morte. Disponível em: <http://www.espiritualidades.com.br/Artigos/S_autores/SANTOS_Franklin_tit_Perspectivas_Historico-Culturais_da_Morte.pdf&gt;. Acesso em 21 de abril de 17.

 

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