Princípios básicos da ética na pesquisa e na prática clínica

 

A partir do momento que um profissional se compromete com um paciente, deve ser assumida uma consciência moral. O paciente revela suas intimidades e particularidades e permite que o profissional adentre em sua vida, assim, deve haver comprometimento, responsabilidade, respeito e confiança entre ambos. Para servir como guia para suas ações, os princípios éticos devem ser estabelecidos para a conduta do profissional.

Com o passar dos anos, a forma de ver e tratar outras vidas tem mudado. Juntamente a isso, códigos têm sido formados com o objetivo de garantir ações éticas frente os pacientes. Um exemplo é o Código de Nüremberg, criado após a Segunda Guerra Mundial, que rege condutas no tratamento do objeto de estudo (no caso, pessoas) antes não vistas, como exemplo: obter total consentimento do sujeito objeto da investigação, não causar nele dano físico ou mental injustificadamente e protegê-lo de danos incapacitantes e morte.

A ética médica, fundada no início do século XIX pelo médico inglês Tomás Percival, “combina a filosofia e a ciência, assim, é uma ciência da razão e esta, a razão, é seu instrumento de trabalho. Como todas as ciências, tem como finalidade a procura da verdade, a qual é objetiva, única e independente do observador”. “(…) a ética médica se refere a análise das decisões na medicina, não só pelos médicos mas também por todos os envolvidos como profissionais da saúde, pacientes, familiares, legisladores e juízes”, e é “um elemento integral tanto do estudo e atenção do paciente, como do exercício médico”. González et al. (2011; p. 36-37)

Atualmente, em toda investigação biomédica e epidemiológica que envolve seres humanos devem ser respeitados quatro princípios: a) beneficência, o que prevê o máximo de benefício para o indivíduo; b) não-maleficência, princípio que protege o indivíduo durante o processo, não fazendo dano a ele e nem submetendo-o a riscos desnecessários; c) respeito pela autonomia do paciente, que refere-se ao respeito à livre determinação que o paciente possui; e d) justiça, que permite que todos os casos similares sejam tratados de forma equivalente. “Estes princípios deverão ser tomados em conta ao elaborar os protocolos de investigação desde sua proposta, tendo em conta que podem ter diferentes pesos em importância, no entanto nenhum deles deve ser excluído.” González et al. (2011; p. 49)

Além dos princípios básicos, é importante destacar alguns aspectos que devem estar presentes na relação terapeuta-paciente, tais como o consentimento informado, que assegura que o paciente esteja consciente de que participará de dado procedimento, assumindo os benefícios esperados e o que ele deve ou não realizar, assim como os riscos aos quais ele será submetido; procurar o máximo benefício no procedimento com o paciente, devendo a realidade da situação estar sempre sendo informada a ele; e confidencialidade, o que significa que todos os dados referentes ao paciente devem sempre estar em sigilo, salvo algumas situações.

Resultado de imagem para etica

Referência: GONZÁLEZ, José Antonio Morales et al. Principios de ética, bioética y conocimiento del hombre. Primeira. ed. Universidad Autónoma Del Estado de Hidalgo: [s.n.], 2011. 294 p. Disponível em: <https://www.uaeh.edu.mx/investigacion/productos/4822/libro_principios_de_etica.pdf&gt;. Acesso em: 10 abr. 2017.

 

Amanda Riani

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2 Replies to “Princípios básicos da ética na pesquisa e na prática clínica”

  1. Hello Amanda!

    Thank you for the very interesting read!

    You speak about the importance of having a good relationship with patients and I could not agree more. Once we have the patient on board with our plans, we have already conquered part of the challenge.

    What struck me the most and what is most relatable to me is where you say how the way we see and treat others lives has changed. I feel this shows growth in character and shows an improvement in empathy from when you started the course up until now.

    I was not aware of those principles you’ve mentioned above and I think it is something good to carry out/follow. Below are a 5 pillars of patient management which you apply to patients in clinical practice:
    1- Prevention, in which you do no further harm to patients.
    2- Promotion, in which you engage and educate patients about their condition.
    3-Treatement, in which you attempt to alleviate the patients symptoms and restore function.
    4-Rehabilitation, in which you can look to involve the patient more in home exercise programs.
    5-Refer – When aspects of the patient presentation as a whole are out of your scope of practice.

    The content which you speak of is relevant. You could be a bit more descriptive with your title and say basic ethical principles in research and clinical practice. I also think that basic ethical principles is a broad topic and therefore it would be good to read up on more literature.

    I think it is good that you look at the ethical principles from the clinical and research perspectives. You have also used literature to support your statements. Maybe it would be good to expand and elaborate your opinions with what literature says.

    Maybe you could look at adding images that could add more meaning to your post. Perhaps you could also look at categorizing your posts in the future.

    Good luck with the rest of the year!

    Evan Schuman
    University of the Western Cape, South Africa

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