Princípios básicos da ética

Existem quatro principios éticos básicos que regem a conduta e a relação dos profissionais de saúde com seu pacientes: não maleficência, beneficência, autonomia e justiça. Que segundo Loch (2002),servem como regras gerais para orientar a tomada de decisão frente aos problemas éticos e para ordenar os argumentos nas discussões de casos.

 NÃO MALEFICÊNCIA

Este princípio determina a obrigação de não infligir dano intencionalmente. Ele está intimamente ligado com a máxima– acima de tudo não causar danos. Trata-se, desta maneira, da garantia de que danos previsíveis serão evitados. (CASTILHO; KALIL, 2005)

A Não Maleficência tem importância porque, muitas vezes, o risco de causar danos é inseparável de uma ação ou procedimento que está moralmente indicado.(LOCH, 2002)

Nisto entra a reflexão que nós futuros fisioterapeutas, devemos nos questionar se um procedimento que formos utilizar, tem chances de trazer mais riscos ou benefícios para o paciente. Vou dar um exemplo que ouvi em uma aula: um paciente que tem déficit sensitivo, seria arriscado optar por usar um recurso termoterapico, como calor para tornar mais eficiente um alongamento muscular ? Seria arriscado caso o terapeuta não tomasse as devidas precauções, comprometendo a integridade fisica do paciente.

Beneficência

Não é apenas necessário tratar o indivíduo como autônomo, mas também tem-se que contribuir para seu bem-estar. Além da compaixão, bondade, caridade, altruísmo, amor, humanidade, o princípio da beneficência, em pesquisa, deve ser visto de modo que inclua todas as formas de ação que tenham o propósito de beneficiar outras pessoas. Deve-se proceder a uma ponderação entre riscos e benefícios, tanto atuais como potenciais, individuais ou coletivos, buscando o máximo de benefícios e o mínimo de danos e riscos. (CASTILHO; KALIL, 2005)

Beneficência quer dizer fazer o bem. De uma maneira prática, isto significa que temos a obrigação moral de agir para o benefício do outro […], significa fazer o que é melhor para o paciente, não só do ponto de vista técnico-assistencial, mas também do ponto de vista ético. É usar todos os conhecimentos e habilidades profissionais a serviço do paciente, considerando, na tomada de decisão, a minimização dos riscos e a maximização dos benefícios do procedimento a realizar.(LOCH, 2002)

Este princípio me fez lembrar algo que minha avó teve que escutar de um médico há alguns dias. Meu avô tem a doença de Alzheimer em um dos estágios finais da doença e está internado no hospital, ela pediu ao médico que fizesse tudo que pudesse para que ele ficasse melhor, e o médico respondeu ironicamente “Não praticamos eutanásia aqui”, ele quis dizer que para ele ficar melhor só a morte resolveria. O que não condiz com o princípio da beneficência, fazer o máximo que ele pode dentro dos limites possíveis e de seus conhecimentos trazer o mínimo possível de bem estar e conforto para seu paciente, mesmo em estágios irreversíveis, além de tratar a família do paciente com humanidade e compaixão.

Referência: CASTILHO, Euclides Ayres de; KALIL, Jorge. Ética e pesquisa médica: princípios, diretrizes e regulamentações. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropica, São Paulo, p.344-347, ago. 2005. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rsbmt/v38n4/a13v38n4.pdf&gt;. Acesso em: 10 abr. 2017

LOCH, Jussara de Azambuja. PRINCÍPIOS DA BIOÉTICA. Kipper Dj. (editor) Uma Introdução à Bioética. Temas de Pediatria Nestlé. Rio Grande do Sul, p. 12-19. ago. 2002. Disponível em: <http://www.pucrs.br/bioetica/cont/joao/principiosdebioetica.pdf&gt;. Acesso em: 10 abr. 2017.

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